Férias no Brasil 4 – Navegantes

Chegando a Navegantes, uma vez que Itajaí, a cidade mesmo ao lado, e passagem obrigatória para sair de Navegantes, estava quase que 90% submersa, sabíamos que não podíamos sair dali. Uma simpática moça de balcão duma agência de viagens no aeroporto, indica-nos uma Pousada, liga para lá a solicitar preços e disponibilidades, regateia o preço, e faz-nos a reserva… obrigado. Dividimos um táxi com outro passageiro que iria para Ilhota, uma terrinha que praticamente desapareceu do mapa, por causa dos desabamentos, e ficaria na mesma pousada.

Lá fomos para a Pousada do Sabiá, uma pousada simples, mas acolhedora, e com pessoal simpático… apesar de que o “pessoal” era basicamente a proprietária da pousada, uma vez que as empregadas não conseguiam vir trabalhar, pois tinham também ficado com as casas sob a inundação.

Não há sítio para jantar… encomendamos uma pizza de frango com catupiry… média… que provou ser gigantesca… mas deliciosa, mesmo tendo apenas o conforto de sentar na cama! Só conseguimos devorar a metade, sendo que o resto foi nosso almoço no dia seguinte… e lá dormimos um sono repousante depois de dois dias extenuantes .

No outro dia de manhã, pequeno almoço na pousada (simples mas gostoso), seguido de reconhecimento do território. A pousada é simpática, e a nossa vista bonita: mesmo em frente ao mar, e com uma piscina mesmo à nossa porta. Pena que as circunstâncias não são propriamente adequadas para o lazer e descanso.

Navegantes, é uma cidade pequena, que tem basicamente o aeroporto, e uma rua principal, com algumas lojinhas sem grande aspecto! A melhor coisa que tinha era… uma pastelaria com pãezinhos de queijo a R$ 0.25, ou seja, aproximadamente 0.08€ (foram dezenas de deliciosos pãezinhos de queijo saboreados nestas férias!).

Até às 13:30 tínhamos de decidir se ficávamos mais uma noite na pousada ou não. A procura era grande, pois os aviões chegavam a Navegantes, e as pessoas não conseguiam seguir para os destinos finais. Este também era o nosso caso, confirmamos com os táxis (com o “Gaúcho” que nos trouxe do aeroporto), e ainda não havia hipótese de seguir… mas ele garantiu que assim que houvesse, avisava-nos… será ?

Compramos um telemóvel (celular) para evitar estar sempre a pagar roaming para falar com meus pais, por menos de 20.00€, e quase insistiram para que eu pagasse em prestações… sim, aqui paga-se tudo em prestações !

À noitinha aparece o pessoalmente “Gaúcho” à minha procura na pousada, a dizer que já havia uma hipótese, dando uma volta maior, de encontrar um caminho até Balneário Camboriú. Ficou combinado para as primeiras horas da manhã seguinte. O Jantar foi pãozinho (francezinho) com queijo.

De manhã cedo, nós ainda no pequeno almoço, e já lá estava o prestável “Gaúcho” à nossa espera, e lá seguimos até Bal. Camobriú, num táxi que inspirava muito pouca confiança, pois o volante abanava como tudo, o que não impedia de irmos a grande velocidade. Vimos pela estrada ainda muita desolação, e muitas casas ainda submersas.

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